Como surgiu Café com Leite Crente?

Café com Leite Crente surgiu dos sonhos de Adriana Chalela (A Razão da Esperança), Regina Farias (Bora Ler) e João Carlos (Pastor João e a Igreja Invisível). Três amigos virtuais e irmãos em Cristo, separados por milhares de quilômetros mas que compartilham da mesma visão do Reino de Deus, Reino este que começa aqui na Terra e continuará por toda a Eternidade. Devido às nossas afinidades, decidimos unir nossos esforços para mostrar que é possível sermos 100% cristãos, mas com os pés 100% no chão, vivendo uma espiritualidade madura e responsável sem perder o amor pela vida que fomos graciosamente presenteados por nosso amoroso Pai.

Só que a família cresceu! Pelo Caminho conhecemos mais três irmãos maravilhosos, com a mesma visão do Reino: René Burkhardt (Nem de Paulo nem de Apolo: de Cristo!), Cláudio Nunes Horácio (Susto de Amor) e o "atrasildo" do Wendel Bernardes (Cinema Com Graça), que agora fazem parte desta gangue...


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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Correr atrás do vento





"Então, vi que TODO trabalho e TODA destreza em obras
provêm da INVEJA do homem CONTRA O SEU PRÓXIMO.
Também isto é vaidade e correr atrás do vento".

Este versículo acima (caps meus) faz parte do capítulo quatro do livro de Eclesiastes, onde o sábio, por meio de suas próprias experiências (Então, vi...) enfoca o valor do trabalho em equipe, da cooperação, do companheirismo, da amizade, da comunhão com os outros.

Ressaltando que o objetivo egoísta de 'se dar bem', ter fama, popularidade e trabalhar muito apenas para obter mais do que os outros é um impulso fútil e que não tem nenhum valor em si. "Nem mesmo o prestígio proporcionará felicidade e contentamentos duradouros".
.........

O breve comentário acima, eu fiz há dois dias no Blog do Irlandês. Fala da INVEJA, esse descontentamento com o que se tem, numa sociedade cada vez mais consumista que estimula a pessoa a uma "escalada contínua em busca de algo melhor, mais fácil e mais opulento".

Aí, numa espécie de sequência, lá estava eu ontem lendo uma ‘Quem’ na sala de recepção do dentista de minha sobrinha. É somente quando eu leio esse tipo de 'cultura inútil'. (Abafa rss). Mas, casualmente, e provando que se tira coisa boa de (quase) tudo, abri numa matéria que falava sobre a busca frenética pela fama em detrimento de outros valores. Automaticamente, associei ao texto do blog. É impressionante como isso sempre me acontece. Como se a atestar um raciocínio anterior...

A reportagem era com a estonteante Ana Paulo Arósio, mesmo com alguns quilinhos a mais e os cabelos esvoaçantes. Modelo e atriz que dominou altas campanhas publicitárias, foi capa de revista constantemente e ainda participou de ‘Forever’ (1991 - Walter Hugo Khouri), marcando sua estreia no cinema. Abandonando a carreira justamente quando escalada para protagonizar a personagem Marina em Insensato Coração (2011), foi acusada por Gilberto Braga de ter atitude anti-profissional. Ora, ela tinha suas razões pessoais e não cederia a imposições globais que seduzem e induzem à obediência cega.

Eu já gostava dela, mas tornei-me sua fã ao ler suas considerações. Palavras sábias de uma linda mulher centrada, serena e firme nas colocações. Discorrendo sobre esse lance do artista ter o glamour como obrigação, identifiquei-me imediatamente com o que ia lendo. Ela falando dessa paranoia de você ter que estar sempre bem, sempre cuidando obsessivamente da aparência, sem muito espaço para a vida emocional.  E arremata: ‘não é apenas em função do dinheiro e da fama que a gente tem que viver’.

Há uma linha tênue que separa a ambição saudável da competição invejosa. E, para isso, o meio artístico é campo fértil. Ora, como alude a mesma edição da citada revista, o artista é flagrado em cenas da vida real na praia com familiares, correndo na orla vestido com a camisa do seu time preferido, descalço no shopping porque o sapato apertou, caminhando nas ruas com o filho vestido de super herói de sua preferência ou fazendo caminhada com o(a) parceiro(a) nem um pouco conhecido, como qualquer mortal.

São (ou deveriam ser) pessoas normais com comportamento normal. Entretanto, o que se percebe é que há sempre uma resposta a uma cobrança de um público (não menos neurótico) que exige uma postura ‘diferente’ por parte do seu ídolo. O ídolo, por sua vez, se apavona com essa cobrança, sobe no salto e começa a se enxergar acima do bem e do mal. Veja, por exemplo, a atitude arrogante da Rita Lee em show que lhe rendeu um senhor processo...

O artista precisa estar sempre lúcido, não ceder aos deslumbres para não sair do foco. Afinal, antes de tudo, ele abraçou uma profissão cujos ‘ossos do ofício’ exigem constante concentração. Ele não pode se permitir viajar na maionese achando que sua vida é só palco e mídia, deixando que os holofotes o ceguem e incham o ego, confundindo os reais valores da existência. Não é fácil, mas apenas em constante vigilância nesse sentido, ele evita cair na cilada da mera competição invejosa que garante sua popularidade. E não é que popularidade seja ruim. Ruim é fazer disso o objetivo principal, pois que facilmente se esvai e logo se é esquecido. Não é à toa que, há séculos, já dizia o sábio que ‘isso é correr atrás do vento’.

RF.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Preciosa individualidade





Não temos nenhuma obrigação de adotar clichês como postura de verdadeiro cristão ou usar certos chavões religiosos para ganhar o céu. O que vale é se há a intenção prática no nosso coração ou se estamos participando de uma farsa coletiva para bajulação/negociação divina. Jesus dispensa rispidamente os bajuladores e clama por mais 'samaritanos' que não supervalorizam as leis, regras, normas e apenas têm o gesto simples, eficaz e necessário, no momento necessário e pronto.

O resto é invenção do homem religioso.

No dia em que cair a ficha do religioso de carteirinha, ele vai entender o quanto seu enorme esforço por ser/parecer bonzinho e certinho é vão e patético.

Se observarmos atentamente, e principalmente despidos de denominacionismos, veremos que em suas cartas, Paulo fala de vida prática cristã. Na sua missão apostólica, sua ênfase sempre foi de apresentar instruções para uma vida cristã SINCERA no cotidiano, e não para uma vida religiosa, dentro dos moldes do líder da igreja. Inclusive, isso de pegar umas falas dele pra, em cima delas, montar uma igreja supostamente do agrado de Jesus é, na realidade, de natureza paganista.

Não perdemos nossa individualidade quando 'nos filiamos' a determinada instituição religiosa. Deus não é um tirano religioso. Aliás, foi Ele mesmo que nos concedeu essa individualidade preciosa! Adestramento é para animais, que não têm raciocínio, consciência, lucidez, senso crítico. Prerrogativas estas, que são presente de Deus a cada um, pessoalmente! E não, coletivamente, para um dirigente reacionário comandar. Senão, qual o sentido desse 'presente'? Portanto, façamos o uso CORRETO do que nos foi dado de GRAÇA.

Líderes extremamente respeitados também podem nos decepcionar. É por isso que Deus não considera posições e tipos de atuação (Rm 2.11)

Uma coisa é o respeito pelo ofício, outra coisa é a fidelidade a Cristo, somente.

Ninguém espere de mim, reverenciar a quem quer comandar minha vida pessoal.

R.F.

domingo, 15 de abril de 2012

A flexibilidade do bambu...



Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:

- Vovô, corre aqui! Explica-me como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... E este bambu é tão fraco e continua de pé?

-  Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. A figueira, inflexível, sucumbiu! Enquanto a flexibilidade do  bambu o mantém vivo.

O bambu nos ensina sete coisas.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado. Ele sabe que vai precisar deles.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em comunidade, o bambu não se permite criar galhos.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós (e não de eus). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é que ele só cresce para o alto.


sábado, 7 de janeiro de 2012

As duas faces da generosidade



A generosidade pode ter duas faces: uma boa e uma má.
A boa é marcada pela liberdade de agir conforme a consciência simples que decide sempre em favor do desfavorecido - ainda que este seja um inimigo ou alguém que não seja objeto da nossa maior simpatia - e que vê na ação da ajuda a benção em si e não um meio de se alcançar alguma benção. Ela é, portanto, despretensiosa, livre, não romântica, não sentimentalista, não ufanista nem marqueteira.
A face má da generosidade é caracterizada pela sutileza de uma bondade que nada mais é que pretexto para manipulação dos incautos. A generosidade dos maus intencionados carrega como motivação (nem sempre consciente) o desejo de ser aceito e/ou fazer discípulos para si mesmo.
Generosidade é uma marca do Reino no coração dos sinceros.
Generosidade é uma consciência que precisamos construir em Cristo.
Fazer o bem faz bem para quem só quer vê o bem do outro e nada mais.
Bom final de semana, queridos amigos!
Com as bençãos do Eterno,
(Samuel F. Andrade)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Armadura de Deus


 
 
Aos efésios, Paulo faz uma analogia da figura da armadura de Deus com a armadura do soldado romano, mostrando que não é com nossos próprios esforços que iremos abater o inimigo que destrói relações, e sim, confiando na proteção e amparo de Deus que nos capacita a vencer suas investidas.



“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Efésios 6.12)



“Cingindo-vos com a verdade” – a cintura ou abdômen era vista como a área das emoções que normalmente nos enganam fazendo acreditar em uma mentira; quando temos compromisso com a verdade, independentemente das repercussões, nossas emoções não nos deixam cair nessa cilada, não importam as circunstâncias.



“Vestindo-vos da couraça da justiça” – o peito é visto como o lugar onde se encontra a alma. Quando o coração é limpo e justo, através de constante confissão e perdão, não há espaço para o inimigo fazer seu inferninho.



“Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz” Se estamos com o 'sapato' adequado, pisamos de forma correta em qualquer ambiente a serviço do Senhor levando o Evangelho da paz e da reconciliação.



“Embraçando sempre o escudo da fé” – outra metáfora que nos alerta a não tirar o escudo do braço, sempre atentos para rebater os dardos inflamados (acusações) por meio da armadura invisível que é a fé.



“Tomai também o capacete da salvação” – nessa área na qual está o capacete somos protegidos contra os maus pensamentos que ora queiram se instalar. A certeza da salvação é uma enorme defesa contra a dúvida, a insegurança e outras obras das forças espirituais do mal.



“Tomai... a espada do Espírito” – a espada é a Palavra viva, poderosa e efetiva.



“Orando em todo tempo no Espírito” – É nessa constante comunicação com o Senhor das nossas vidas que encontramos encorajamento e direcionamento correto em meio ao vendaval. “Em todo tempo” nos aponta a seriedade e necessidade de nos mantermos a postos nessa batalha que é constante. (Efésios 6:14.18- A Bíblia da Mulher - Ed Mundo Cristão- SBB)







“Sede sóbrios e vigilantes.

O diabo, vosso adversário, anda em derredor,

como leão que ruge procurando alguém para devorar.”

(1Pe 5.8)



“Portanto, tomai toda a armadura de Deus,

para que possais resistir no dia mau e, depois de teres vencido tudo,

permanecer inabaláveis”

(Ef 6.13)


Na íntegra AQUI <----
 
 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Como nos tempos da Inquisição


Rodrigo Martins 23 de maio de 2011 às 17:43h

Após defender o direito à união civil homoafetiva a CartaCapital, o pastor Ricardo Gondim vira alvo de ofensas na internet e perde o posto de colunista em revista evangélica na qual escrevia há 20 anos

Após defender o Estado laico e o reconhecimento jurídico da união homoafetiva em entrevista a CartaCapital no fim de abril (clique aqui para ler), o pastor Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista, virou alvo de ferrenhos ataques de grupos evangélicos na internet. Um fiel chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse “arrancaria a cabeça” do pastor herege. “É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição”, comenta Gondim, que já previa uma reação de setores do mainstream evangélico, os movimentos neopentecostais com forte apelo midiático. Surpreendeu-se, no entanto, ao ser informado que, graças às declarações feitas à revista, não poderia mais escrever para uma publicação evangélica na qual é colunista há 20 anos.

“Fui devidamente alertado pelo reverendo Elben Lenz Cesar de que meus posicionamentos expostos para a CartaCapital trariam ainda maior tensão para a revista Ultimato”, escreveu Gondim em seu site pessoal, na sexta-feira 20. “Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um Estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis.”

Por telefone, o pastor explicou as razões expostas pela revista evangélica para “descontinuar” a sua coluna, falou sobre as ofensas que sofreu na internet e não demonstrou arrependimento por ter falado à CartaCapital em abril. “A entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos.”

CartaCapital: Qual foi a justificativa dada pela revistahttp://www.blogger.com/img/blank.gif Ultimato para descontinuar a sua coluna na publicação?


Ricardo Gondim:
Eu escrevi para a Ultimato por 20 anos. Trata-se de uma publicação evangélica bimensal, na qual eu tinha total liberdade para escrever sobre o que quisesse. Não falava apenas da doutrina, mas de muitos assuntos relacionados ao cotidiano evangélico. E nunca sofri qualquer tipo de censura. Mas, agora, eles entenderam que as minhas declarações a CartaCapital eram incompatíveis com o que a Ultimato defende e expuseram três argumentos para justificar a decisão. Eu não concordo com essas teses e, para dar uma satisfação aos leitores, publiquei uma carta de despedida no meu site.

CC: A defesa dos direitos civis de homossexuais foi um dos aspectos criticados pelo corpo editorial da revista?

RG:
Sim. Eles entendem que o apoio à união civil de homossexuais abriria um precedente dentro das igrejas evangélicas para a legitimação do ato em si, a homossexualidade. Tentei explicar que uma coisa é teologia, outra é o ordenamento das leis. Num Estado é laico, não podemos impor preceitos religiosos à toda a sociedade. Uma coisa não transborda para a outra. Dei como exemplo o fato de a Igreja católica viver muito bem em países que reconhecem juridicamente o divórcio, embora ela condene a prática e se recuse a casar pessoas divorciadas. Eu não fiz uma defesa da homossexualidade, e sim dos direitos dos homossexuais. O direito deve premiar a todos. Num Estado democrático, até mesmo os assassinos têm direitos. Não é porque eles cometeram um crime que possam ser torturados ou agredidos, por exemplo. As igrejas podem ter uma posição contrária à homossexualidade, mas não podem confundir seus preceitos com o ordenamento jurídico do país ou tentar impor sua vontade. Muitos disseram que o Supremo Tribunal Federal tripudiou sobre as igrejas evangélicas ao reconhecer a união estável homoafetiva. Nada disso, o STF estava apenas garantindo os direitos de um segmento da sociedade. Essa é sua função.

CC: Quais foram os outros aspectos criticados?

RG:
Eles também criticaram uma passagem da entrevista na qual eu contesto a visão de um Deus títere, controlador da história e da liberdade humana, como se tudo que acontecesse de bom ou ruim fosse por vontade divina e ou tivesse algum significado maior. E apresentaram um argumento risível: o de que a minha tese coloca em xeque a ideia de um Deus soberano. Claro que sim! Deus soberano é uma visão construída na Idade Média, e serviu muito aos interesses de nobres e pessoas do clero que, para justificar seu poder, se colocavam como representantes da vontade divina na terra. Só que essa visão é incompatível com o mundo de hoje. O Estado é laico. As pessoas guiam os seus destinos. Deus não pode ser culpado por uma guerra, por exemplo. Não vejo nisso nenhuma expressão da vontade divina, nem como punição.

CC: O fato de o senhor ter criticado a expansão do movimento evangélico no País também foi destacada?


RG: Sim. Eu fiz um contraponto à tese de que o Brasil ficará melhor com o crescimento da comunidade evangélica. Não acho que é bem assim. Critica-se muito a Europa pelo fato de as igrejas de lá estarem vazias, mas eu não vejo isso como um sinal de decadência. Ao contrário, igreja vazia pode ser sinal do cumprimento de preceitos do protestantismo se os cidadãos estão mais engajados com suas comunidades, dedicados às suas famílias, preocupados com os direitos humanos, vivendo os preceitos do cristianismo no cotidiano. Eu critico essa visão infantilizadora da vida, na qual um evangélico precisa da igreja para tudo e Deus é responsável por tudo o que acontece.

CC:O senhor se arrepende de ter concedido aquela entrevista à CartaCapital?

RG:
De maneira alguma. O repórter Gerson Freitas Jr. até conversou comigo, preocupado com a reação que as minhas declarações poderia causar na comunidade evangélica. Mas a entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos. Eu já esperava alguma reação, só não sabia que viria com tanta virulência. Um evangélico chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse arrancaria a minha cabeça. É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição. Recebi inúmeros e-mails com ofensas e mensagens de ódio. Não sei precisar quantos, porque fui deletando na medida em que chegavam à caixa postal. Também surgiram centenas de textos me satanizando em blogs, sites e redes sociais.

CC:E entre os fiéis da sua igreja? Houve algum constrangimento?


RG:
Alguns, influenciados pelo bafafá na internet, vieram me questionar. Então fiz questão de dar uma satisfação à minha comunidade. Após discursar, acabei aplaudido de pé, fiquei até meio constrangido diante daquela manifestação de apoio.
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Li AQUI, concordo e assino embaixo!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Maria, Maria!




Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....

(Milton/Brandt)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quando a Tempestade Vem



Quando a tempestade vem,

Quando a tempestade vem

Tudo se transtorna

Quando a tempestade vem,

Quando a tempestade vem

Tudo se transtorna



E eu corro para o esconderijo do Altíssimo

E eu corro para o esconderijo do Altíssimo



É ali que derramo minhas lágrimas

É ali, prostrado aos teus pés, SENHOR

Que te apresento o meu clamor



Quando Tua presença vem

Quando Tua presença vem

Tudo se transforma

Quando Tua presença vem

Quando Tua presença vem

Tudo se transforma



E eu me rendo ao doce vento do Espírito

E eu me rendo ao doce vento do Espírito



E é assim que meu coração recebe paz

Minha mente e minhas emoções descansam

Na segurança do colo do PAI.



RF.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Vou Seguir Com Fé



O meu Deus é maior que os meus problemas

Eu não temerei com Jesus eu vou além

Ainda que a figueira não floresça

E não haja o fruto da videira

Eu não temerei, não.



Pois sei que para além das nuvens

O sol não deixou de brilhar

Só porque a terra escureceu.

A minha vida está em Deus

Eu sei que tudo posso em Deus

É Ele quem me fortalece



Eu vou seguir com fé, com meu Deus eu vou,

Para a Rocha mais alta que eu,

Eu sei pra onde vou, como águia vou

Nas alturas sou filho de Deus.



O meu Deus sabe tudo que preciso

Pra sentir a paz dentro do meu coração

Ainda que a lua adormeça

E não haja o brilho das estrelas

Eu não temerei, não



Pois sei que para além das nuvens

O sol não deixou de brilhar

Só porque a terra escureceu

A minha vida está em Deus

Eu sei que tudo posso em Deus


É Ele quem me fortalece


**************************
"Eu sei que tudo posso em Deus" é inspirado em um versículo muitas vezes usado isoladamente e por isso muito distorcido por aqueles que se acham "mais filhos".  No entanto,  baseado nos versículos anteriores, está implícito o verbo SUPORTAR.

"Tudo posso SUPORTAR naquele que me fortalece" (Cf. Fp 4.13)

Esse louvor foi um dos que marcou uma fase definitiva na minha vida. Sem volta!

E Deus bem sabe o que faz, pois em época que eu pulava ao ritmo de trios elétricos, Ele me transfere em Seus braços para a frente de outros palcos, aqueles em Seu louvor.

Por isso eu não critico aqueles que lá estão. Eles estão sendo tratados, eu creio! ("Deixa os caras" - jargão muito usado entre meus filhos)

Pois o Espírito de Deus é multiforme. "O vento sopra onde quer" - disse Jesus a Nicodemus.

Regina Célia

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nada Além do Sangue



Pesquei lá no Cristão Confuso.
Confesso que não conhecia, mas achei super apropriado para o momento e para o que vai no meu coração.
Por isso, também compartilho com alegria.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Apontar...




“Ele tem que sofrer para aprender!”

“Eu acho é pouco, ele merece!”

Definitivamente eu não acredito em afirmações como estas. Conviver com pessoas problemáticas não nos torna perfeitos. Acertar um pouco mais às vezes não significa que os nossos erros são menos importantes do que os daqueles nos quais nos comportamos como juízes.

Vejamos o exemplo de alguém que vacila feio, interferindo na vida de outros e parece não ter predisposição para mudar de postura. Não se nota iniciativa alguma de sua parte para uma mudança de comportamento. Se por acaso ele entra em uma fria, em um beco sem saída, em crise, pensamos logo que ele merece passar por tal dificuldade para que aprenda. Como castigo pelas inúmeras falhas anteriores. Consecutivos tropeços que prejudicaram a muitos, sem perspectiva de um novo curso, uma nova vida “que tomasse vergonha na cara”. Torcemos sempre para que esse indivíduo sofra um pouco também. Assim quem sabe ele aprende.

No nosso país temos outro exemplo para compararmos com esse pensamento, essa ideia. O nosso sistema prisional é tão fraco que submete o infrator recluso a certo tipo de sofrimento. É uma situação de agonia extrema. Condições precárias e subumanas. O pensamento mais fácil no momento é: ele merece! O indivíduo sai daquele lugar pior do que entrou, em sua grande maioria. Qualquer tentativa de reabilitação foi esquecida, deixada de ser aplicada no período de detenção. Recebemos de volta à sociedade pessoas com crises que, talvez, jamais se libertem.

Comparando esse exemplo com o sentimento que desenvolvemos em relação àqueles que nos magoaram, nos entristeceram, enfim, nos causaram qualquer espécie de decepção, desejamos também que tais pessoas passem por algum tipo de aperto para que obtenha o aprendizado devido.

É como tratar um mal com outro mal, esperando que dessas atitudes nasça o bem.

Engano! Mal traz mal e bem traz bem.

Daqui para frente irei amar quem for mau comigo. Irei amar quem me ferir. Ainda que essa pessoa ache que está me usando, me passando a perna, sendo tomado por um imenso cinismo, o deixarei continuar pensando assim. E o amarei ainda mais. É isso: amar.

Amar fazendo e desejando o bem ao receber o mal.

Amar sendo forte e o suportando reconhecendo como somos falhos humanamente.

Amar dando exemplo de como é bom ser diferente do mal.

Amar sendo verdadeiro.

Amar acolhendo quando seu coração for quebrantado pelo efeito concreto e mais do que certo do amor.

Amar para nos levantarmos juntos e permanecermos assim, amando, fazendo o que é bom para quem é mau, pois assim também o somos e carecemos do mesmo Amor.

(Escrito em 2008 por Léo, meu filho amado).

Negritos meus-RF


domingo, 28 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Diga-me com quem você anda para eu decidir se te sigo ou não...



“Testifiquei, tanto a judeus como a gregos, que eles precisam converter-se a Deus com arrependimento e fé em nosso Senhor Jesus. Agora, compelido pelo Espírito, estou indo para Jerusalém, sem saber o que me acontecerá ali. Só sei que, em todas as cidades, o Espírito Santo me avisa que prisões e sofrimentos me esperam. Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus. Agora sei que nenhum de vocês, entre os quais passei pregando o Reino, verá novamente a minha face. Portanto, eu lhes declaro hoje que estou inocente do sangue de todos. Pois não deixei de proclamar-lhes toda a vontade de Deus. Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos para pastorearem a igreja de Deus que ele comprou com o seu próprio sangue. Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E DENTRE VOCÊS MESMOS SE LEVANTARÃO HOMENS QUE TORCERÃO A VERDADE, A FIM DE ATRAIR OS DISCÍPULOS. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas. Agora, eu os entrego a Deus e à palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados”. – Atos 20:21-32

A mensagem do Evangelho é simples. Caminhar nos caminhos do Senhor alegra a vida, alegra a alma, nos preenche, nos faz sermos seres melhores, mais humanos em relação ao nosso próximo, exatamente por passarmos a nos ver como somos vistos pelo Pai, reconhecendo assim que nosso próximo é tão frágil e falho quanto nós. Também nos traz tribulações, sofrimentos e dores. Mas nada se compara à alegria de estarmos caminhando com Jesus.

Recebemos este Evangelho de pessoas que receberam de outras pessoas, que receberam de outras... Isso começou a dois mil anos atrás, quando Jesus instruiu os discípulos a espalhar as boas novas em todos os cantos do mundo, fazendo discípulos de todas as nações (Mt 28.19).

Hoje, procuramos anunciar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo das mais variadas formas e nos mais diferentes locais. No trabalho, escola, vizinhança, mundo virtual. As oportunidades são diversas. Cada dia que passa, procuramos nos esmerar para que nossas palavras sejam lidas, ouvidas e – acima de tudo – que nosso testemunho de vida sirva para que o Nome de Jesus seja glorificado.

Isso envolve um preço. Encontramos em nosso caminho todo tipo de gente. Algumas ouvem as boas novas e a rechaçam. Outras estão tão envolvidas em suas racionalizações humanas que a relativiza, zomba, ridiculariza. Poucos são os que recebem a palavra e a guarda em seus corações.

Pior que tudo, são aquelas pessoas que começaram no Caminho, "cresceram" (incharam define melhor) e acabaram por abandonar a Verdade, sua relação com Jesus. E é para estes que posto este texto, mesmo sabendo que, como eu costumo dizer, “A PIOR MERDA É PREGAR PRA (EX)CRENTE.”

Como é difícil lidar com aqueles que andavam com Jesus e se orgulharam de seu conhecimento intelectual da Palavra, a ponto de rejeitá-la! Como diz o autor de Hebreus, capítulo 10, versos 26 ao 38:

“Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. Quem rejeitava a Lei de Moisés morria sem misericórdia pelo depoimento de duas ou três testemunhas. QUÃO MAIS SEVERO CASTIGO, JULGAM VOCÊS, MERECE AQUELE QUE PISOU AOS PÉS O FILHO DE DEUS, PROFANOU O SANGUE DA ALIANÇA PELO QUAL ELE FOI SANTIFICADO E INSULTOU O ESPÍRITO DA GRAÇA? Pois conhecemos aquele que disse: "A mim pertence a vingança; eu retribuirei" e outra vez: "O Senhor julgará o seu povo". "Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo"! Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados, quando suportaram muita luta e muito sofrimento. Algumas vezes vocês foram expostos a insultos e tribulações; em outras ocasiões fizeram-se solidários com os que assim foram tratados. Vocês se compadeceram dos que estavam na prisão e aceitaram alegremente o confisco dos seus próprios bens, pois sabiam que possuíam bens superiores e permanentes. Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu; pois em breve, muito em breve "AQUELE QUE VEM VIRÁ, E NÃO DEMORARÁ. Mas o meu justo viverá pela fé. E, SE RETROCEDER, NÃO ME AGRADAREI DELE”. Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos”.



Por esta razão, citei o capítulo 20 do Livro de Atos que – para alguns – “não é Escritura”. Por “andarem em más companhias”, também movidos por seus próprios desejos reprimidos, passaram a “intelectualizar” a Verdade. Assim, estão caminhando cegamente para o fogo eterno. Em determinado momento, Paulo fala:

“Sei que, depois da minha partida, LOBOS FEROZES PENETRARÃO NO MEIO DE VOCÊS E NÃO POUPARÃO O REBANHO. E DENTRE VOCÊS MESMOS SE LEVANTARÃO HOMENS QUE TORCERÃO A VERDADE, A FIM DE ATRAIR OS DISCÍPULOS”.

Como pode o deus deste século conseguir cegar alguns que conosco estiveram? Pessoalmente creio que quem diz que “era crente, mas não é mais” na verdade NUNCA FOI. Por esta razão, prego o arrependimento de pecados também para estes.

A mim, resta o conselho de Paulo à Timóteo:

“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: PREGUE A PALAVRA, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. POIS VIRÁ TEMPO EM QUE NÃO SUPORTARÃO A SÃ DOUTRINA; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, JUNTARÃO MESTRES PARA SI MESMOS, SEGUNDO SEUS PRÓPRIOS DESEJOS. Eles SE RECUSARÃO A DAR OUVIDOS À VERDADE, VOLTANDO-SE PARA OS MITOS. Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério”. - 2Timóteo 4:1.5


Que o Espírito Santo convença à todos que lerem estas palavras a “voltarem” ao Caminho. Caso contrário...
 


Vi e gostei
(Grifos meus - RF)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Colega ou amigo?


Colega: separa sua briga...
Amigo: já chega na voadora!

Colega: chama seus pais de senhor e senhora...
Amigo: chama de pai e mãe!

Colega: nunca viu você chorar...
Amigo: sempre teve os melhores ombros para você chorar!

Colega: nunca pede nada para beber e comer...
Amigo: abre o armário e se sente em casa!

Colega: pede pra você escrever o seu número de telefone...
Amigo: pergunta pelo telefone dele, pq não se lembra onde colocou!

Colega: pede alguma coisa emprestada e devolve em uns dias...
Amigo: tem um guarda-roupa cheio de coisas suas!

Colega: sabe algumas coisas sobre você...
Amigo: poderia escrever uma biografia sobre você!

Colega: não ficaria com você se as outras pessoas não tivessem com você...
Amigo: sempre ficaria com você!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Deus não é justo


Todo ser humano, em uma ou outra ocasião, faz as seguintes perguntas de sessenta milhões de dólares:

“Se Deus é um Deus de amor, por que há tanto sofrimento no mundo?”

“Por que os perversos parecem prosperar?”

“Por que coisas horríveis acontecem com pessoas excelentes?”

“Por que a vida tem de ser tão dura?”

“Não existe um meio mais fácil de crescer?”

“O sofrimento tem algum significado?"


Não existem respostas prontas para estas perguntas universais. De fato, volumes tem sido escritos num esforço para responder a cada pergunta especificamente. Muitos desses livros ajudam, proporcionando algum consolo aos que se acham em meio a difíceis provações.

Não tentarei oferecer soluções genéricas a problemas que deixaram os pensadores perplexos durante séculos. Em seu livreto “Why Does God Allow Suffering?” (Por Que Deus Permite o Sofrimento?” – St. Louis: Lutheran Laymen’s League, 1965, pg. 5), Paul Malte explica:

“A própria Bíblia jamais ofereceu respostas muito fáceis para o sofrimento ou aos sofredores. Mesmo Jó, o livro clássico sobre o sofrimento, o mal nunca chega a ser justificado. Jó porém, aprende a viver com o sofrimento – e com o Deus Criador. No mais fundo da alma – e não em sua mente – Jó descobre a paz que transcende todo entendimento humano. Jesus – que afirma ser o representante de Deus entre os homens – jamais desata o problema intelectual da bondade de Deus e do seu poder. Ele simplesmente age para demonstrar a bondade do Pai e seu poder canalizado pessoalmente para os homens.

Jesus não cura todos os leprosos da Palestina, expulsa todos os espíritos imundos, conserta todos os casamentos. Onde e quando pode, Ele cura e ajuda. Ele dá às pessoas a atitude interior, a coragem e a alegria para tratar com o sofrimento. Ele nada faz para adiar sua própria morte e se torna vítima da hostilidade humana. Ele sofre tanto a angústia da morte física como o inferno da alienação de Deus. Ao sofrer conosco Ele sofre por nós. Ele sofre para que nosso sofrimento possa ser transformado em triunfo.

Os cristãos não tem respostas preparadas de antemão para o sofrimento, não existem dez princípios fáceis para os felizes sofredores. Eles só têm atitudes para enfrentá-lo, meios de vencê-los, perspectivas para transcendê-lo.”

Trecho do livro “Deus Não é Justo” – Joel A. Freeman – Editora e Distribuidora Candeia – 1º edição (1991) – pgs. 19/20

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"O evangelho dos evangélicos é uma mistura de catolicismo medieval, religiosidade afro e protestantismo fundamentalista."


Bom líder - Você tem dito que por trás da expressão “outra espiritualidade” está a sugestão de que existe uma outra maneira de viver a espiritualidade cristã, diferente da maneira como os evangélicos a vivem. Qual seria essa “outra espiritualidade”?

Ed René Kivitz: Escrevi um livro para responder esta pergunta. A resposta não é simples. Mas, em síntese, é uma espiritualidade em oposição ao modelo religioso de relações de troca com Deus, ou na verdade deus, pois uma divindade que se pode manipular é na verdade um ídolo. A espiritualidade cristã é uma experiência da graça-gratuidade de Deus, uma relação de amor abnegado, desinteressado, desfocado dos próprios interesses e voltado para servir e abençoar o outro. A espiritualidade egocêntrica, que visa manipular Deus-deus em benefício próprio é pagã, e está na contra-mão da proposta existencial do Evangelho: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com o amor de Cristo.

Bom líder - E como você avalia o evangelho dos evangélicos?

Ed René Kivitz:
O evangelho dos evangélicos é uma mistura de catolicismo medieval, religiosidade afro e protestantismo fundamentalista. Está baseado em conceito de justiça retributiva, feitiçaria e magia, dogmas e moralismos. Bem distante do caminho de Jesus. Temo que se Jesus vivesse hoje seu ministério terreno, provavelmente trataria o evangelho dos evangélicos com a mesma atitude com que tratou o farisaismo de sua época, ou mesmo de maneira mais contundente em exercer juízo.

Bom líder - A atual espiritualidade desenvolvida em grande parte dos ambientes eclesiásticos no Brasil, seria o produto de uma liderança doente e comprometida com o mercantilismo religioso?

Ed René Kivitz: O modelo de liderança proposto por Jesus é a liderança do servo: quem quer ser o primeiro, seja o último; quem quer ser o maior, seja o menor; quem quer autoridade, seja servo. Cada um avalie seus líderes espirituais e compare com o modelo de Jesus para chegar a sua própria conclusão.

Bom líder - Pensando na dinâmica ministerial, como você avalia a relação vocação pastoral x carreira profissional?

Ed René Kivitz: Creio que a vocação é algo que faço em resposta a um chamado de Deus, independentemente de um chamado da igreja, e por conseguinte independentemente de remuneração. Carreira profissional é algo que implica vínculo formal com uma organização em cujo ambiente nos dedicamos e por esta razão somos recompensados de diversas maneiras, sendo a principal delas a remuneração financeira. Para exercer a vocação, sendo necessário, trabalho de graça ou até mesmo pago para trabalhar. Na carreira profissional, recebo salário. Paulo, apóstolo tinha uma carreira profissional: era fazedor de tendas; e também uma vocação: apostólica. Quando podia, dedicava-se inteiramente à sua vocação; mas quando necessário, trabalhava em sua carreira profissional para pagar as contas do exercício de sua vocação.

Bom líder - De forma prática, como o leitor pode desfrutar desta “outra espiritualidade”, que você afirma ultrapassar os limites do culto (atividades), templo (lugar), tempo (domingo)?

Ed René Kivitz:
As expressões "espiritualidade" e "forma prática" me soam antagônicas. A espiritualidade é muito mais uma postura de coração e uma atitude na vida do que uma coisa que se faz ou deixa de fazer. Nesse caso, o Evangelho trata de servir em vez de ser servido; amar as pessoas como as pessoas são, em vez de amar as pessoas como gostaríamos que fossem; buscar o reino de Deus e a sua justiça acima de todas as coisas; fazer tudo para a glória de Deus, dentre outras expressões ricas e profundas ensinadas pelo Novo Testamento.

Bom líder - Você acredita que da forma em que a igreja está constituída, é possível ser ao mesmo tempo, pastor e discípulo de Jesus?

Ed René Kivitz: Mais uma vez, ser discípulo de Jesus é uma coisa que você é, enquanto ser pastor é uma coisa que você faz. Você pode e deve ser discípulo de Jesus independentemente do que você faz, inclusive se o que você faz é pastorear.

Li aqui...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Deus e o físico


Ninguém testemunhou o que estava para acontecer.
O “tempo” não existia;
A realidade existia fora do tempo, pura permanência.
O espaço não existia.
A distância entre dois pontos era imensurável.
Os pontos podiam estar aqui ou ali, suspensos, saltitantes.
Entrelaçado em si próprio,
o espaço aprisionava o infinito.
De repente, um tremor;
uma vibração,
uma ordem que nascia.
O espaço pulsava, ondulando sobre o nada.
O que era perto se afastou. O agora virou passado.
O espaço nasceu com o tempo.
Ao falarmos em espaço, pensamos em conteúdo.
Ao falarmos em tempo, pensamos em transformação.
E assim foi.
O espaço borbulhou; o tempo, incerto, iniciou sua marcha.
Da agitação conjunta do espaço e do tempo surgiu a matéria,
expelida de seus poros.
Mas atenção!
Essa não era uma matéria ordinária feito a nossa.
Ela fez o espaço crescer,
inflar, como um balão.
Esse balão é o nosso Universo”




Elaborando uma imagem com uma caricatura infantil, vejo Deus dando uma grande gargalhada ao ler esta descrição.

Ele é o único que não dirá como chicó: "num sei, só sei que foi assim".


Este relato da formação do universo é um trecho do excelente livro do físico Marcelo Gleiser, figurinha fácil em entrevistas e programas de cunho cientifico.
Com cara de bom moço, pagador de suas dividas, só lhe falta os cachinhos dourados. Sem corresponder ao estereótipo do cientista maluco, ele desperta curiosidade por suas posições de vanguarda. Na verdade parece estar na contra mão, meio que nadando contra a corrente, principalmente no que defende em seu último livro "Criação Imperfeita".
O texto tem um lirismo que atrai, e mesmo um leigo (nossa, é meu caso!!) pode viajar na compreensão das ideias a respeito das leis da natureza, reducionismo, teoria das super-cordas, enfim estas coisas-de-doido, que estão na moda.
E sim, alguém que professa ser servo do Senhor Jesus Cristo, pode ler sobre física, sem que isto anule suas experiências e abale sua fé.
Tenho para mim, que neste tempo que vivemos, tudo converge a tal modo, que vira-e-mexe estes cientistas cabeçudos (adjetivo que emprego com carinho) acreditam que, chegaram a "palavra final" ou a explicação definitiva. Alguns chegam a conclusão de que existe uma essência subjacente a toda realidade. Há aqueles que, como supra citado, discordam e defendem que é preciptado acreditar em convergência.

Ora, ora, os físicos pensam que encontraram Deus!!!

É um verdadeiro "balaio de gatos" misturar fé com física teórica?

Neste momento de minha jornada, só posso dizer que encontrá-lO depende da uma revelação, que não está diretamente ligada ao meu querer saber, muito menos a qualquer tipo de empirismo, mas está diretamente relacionada ao querer Dele em se revelar, seja para os que pretendem pesquisa-lO, quanto para mim que quero entender seus propósitos.

Os físicos pensam Deus e que querem decifrá-lO. Melhor seria, ser transformado pelo convencimento total e irrestrito, de que nunca O esquadrinharemos, mas que, mesmo assim, somos alvo de seu Amor desde a eternidade.

No livro em questão a trindade é o espaço, tempo e a matéria.

O homem cria modelos que descrevem a realidade, contudo não são, de fato, a realidade.

Realidade, para mim, é o que Deus diz ser real.

O cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo!! O maior mistério da humanidade foi revelado a muitos.

Quem sabe, em algum momento, nos será concedido ver claramente o que hoje nos é incompreeensivel, mas que, sem desmerecer o empenho da ciência, não passa de adendos.



Como fã de Star Trek, Star Wars, Lost in Space, Battlestar Galactica e X Files, posso dizer que a sonele frase "Espaço a fronteira final" é bem divertida mas bem tolinha.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

BANGU I DA LEI: VERTIGENS DA LIBERDADE


-----Original Message-----
From: VERTIGENS DA LIBERDADE
Sent: segunda-feira, 19 de julho de 2004 17:12
To: contato@caiofabio.com
Subject: Andar na graça "dá frio na barriga"?

Querido Caio,

Desde quando eu e minha esposa nos convertemos, acompanhamos o seu ministério, sempre aprendemos muito com você seja através dos seus livros, da sua vida e principalmente da graça que Deus sempre revelou através da sua vida, até nos momentos mais difíceis.Cremos que a realidade que se desenha é a de uma volta generalizada ao Verdadeiro Evangelho de Jesus, não sabemos como e nem quando, pois, há no meio da "igreja" muitos corações sedentos da verdade que liberta.

Temos visto que outras vozes tem se levantado contra o que tem sido proposto para as pessoas, que diga-se de passagem acho que enojaria até os Fariseus, contemporâneos de Jesus.

Eu e minha esposa temos buscado entrar na prática dessa graça libertadora e salvadora, por isso eu pergunto é normal sentir como que um "frio na barriga", mas ao mesmo tempo perceber que o mais correto?

Não sei se algum dia terá como você responder este e-mail, mas de qualquer forma que Deus continue derramando mais e mais dessa Graça sobre a sua vida.


Um abraço fraterno de João e Carmiranda.
___________________________________________________________
Resposta:

Meus queridos amigos João e Carmiranda: Graça e Paz conforme o Evangelho!

Sim, dá um "frio na barriga". Liberdade dá vertigem.

Quando eu ia muito a Bangu I—até duas vezes por semana durante dois anos e meio—ficava imaginando como seria quando aqueles apenados saíssem daqueles bunkers fechados e sem sol.

Dois anos depois o Secretário de Justiça me pediu uma lista de 12 dos mais bem comportados presos, a fim de que fossem transferidos para um presídio mais aberto, com sol e atividade no pátio.

Indiquei os nomes. Eles foram transferidos. Uma semana depois fui visitá-los no novo presídio. O "Japonês", à época um dos dirigentes mais respeitados do chamado Comando Vermelho—e que fora posto na minha lista por já estar em Bangu I há muitos anos—me disse que a coisa mais difícil estava sendo lidar com o espaço. Ele sentia vertigens, desejo de pular, de cair, se segurava nas paredes para não se sentir engolido pelo céu, como se fosse subir...

Naquele dia entendi o que a liberdade causa, não apenas sensorialmente, mas, sobretudo, psicologicamente.

Quando a pessoa sai do “Bangu I da Lei”, do moralismo, das listas ascéticas de não toques, não proves, não sintas e não gostes...e mergulha na consciência de ser em Deus e conforme a Graça, é inevitável se sentir como quem saiu de uma cadeia.

De fato Paulo disse que a Lei é para criminosos e transgressores. E por isto é assim que a alma se sente sob o jugo da Lei. A pessoa sente-se culpada e aprisionada. E quando a libertação chega, a pessoa fica se agarrando às paredes, com medo do espaço e da amplidão.

Todos dizem que gostam de liberdade. Mas de fato pouca gente tem coragem para vivê-la. A maioria gosta de “falar no assunto”, mas quando recebe a chance de viver livre e de modo responsável e adulto na fé, sofre as vertigens da liberdade, e muitos retrocedem.

É a vertigem dos Gálatas!

Não será o caso de vocês, e nem de muitos que agora estão crendo no Evangelho de Jesus, e não mais na fabricação dele, conforme a "igreja".

Fiquem firmes na fé, e não se intimidem. Logo vocês estarão tão calmos e seguros, que pensarão: "Como foi possível viver aprisionado tanto tempo?"

Sua carta me deu muita alegria e estímulo no Senhor.

Recebam meu beijo amigo e carinhoso.


Nele, Que nos segura na jornada da liberdade no Caminho,


Caio

P.S: Ah Regina, não dava pra não postar este texto!!!!!!!!!