Faz tempo que devo umas considerações acerca da criação deste blog. E até que rascunhei algumas palavras logo que este entrou`no ar´, porém deixei no fundo da gaveta e o tempo foi passando. Muito rápido por sinal, pois parece que foi ontem rss Foi então que, dias atrás, quando surgiram novos pensadores no pedaço, resolvi tirar da gaveta, reler e fazer alguns ajustes...
Tudo começou com uma afinidade que surgiu casualmente no meio virtual. E, nesse acaso que é de Deus, fomos trocando figurinhas despretensiosamente. O João, com a sua persistência bem característica dos apaixonados que vão fundo em tudo que fazem, lançou a ideia; euzinha, meio distraída, parecia puxar o freio de mão, mas é claro que não jogava água no fogo santo rss. Estava apenas um tanto desatenta, só pra variar um pouco; namorava a novidade, fugindo do compromisso. Afinal, no meu blog eu mandava e desmandava, escrevia quando queria, fechava a bodega e voltava quando quisesse. A Dri, por sua vez, demonstrou nas entrelinhas ser super atarefada e não poder se fazer presente a contento. Parecia que não daria certo...
Quando menos esperei, ainda que aceitando ( se bem que sem cair a ficha ) lá estava o blog com meu nome entre os integrantes. Confesso que me senti meio responsabilizada, afinal não é uma brincadeirinha de quem está à cata de seguidores, é assunto de gente grande. Então respirei fundo e pude relaxar quando me veio à mente a ideia de fazer postagens mais voltadas para o humor e a saúde de modo geral, numa abordagem leve e descontraída. Meio receosa em relação à aceitação dos demais, comecei a postar sempre pensando em unir o útil ao agradável. Afinal, humor e saúde em todos os aspectos é tudo de bom, principalmente quando a proposta é simples e natural.
Na verdade, sempre que surge uma ideia nova, a tendência é dar um passo para trás, como a se proteger, principalmente quando são várias cabeças pensantes. É quando, paralelo a isso, a ousadia fala mais alto acreditando em sintonia ainda que tão verdinha e principiante; sem falar que a dobradinha insistência/persistência foi fundamental, senão este blog não teria iniciado seu engatinhar com maestria. Estou falando de características bem pessoais do nosso amigo J.C. Indo um pouco mais além, precisamos admitir - e enfatizar - o mais legal de tudo: sua aposta, inicialmente, na sintonia entre três pessoas de lugares e hábitos completamente diferentes; e, uma segunda posterior- e não menos acertada - em mais três integrantes de peso. Não foi à toa a alusão ao verso do autor de Eclesiastes...
Bem, mas eu queria falar também sobre o título, que a princípio não me agradou e eles nem sonham. Sabe, é que eu não gosto desse termo `crente´. Aliás, detesto! E não apenas pelo sentido pejorativo e banalização do seu uso, mas principalmente por uma aversão que tenho a essa coisa da titularização. Aí... pra não bancar a inflexível, fui aceitando numa boa e, mesmo sem morrer de amores por esse termo, tenho aprendido a conviver com esse lance de ser crente. Afinal, intransigência não é bem a minha cara...
Outra coisa: não gosto de café com leite quente. Título quase “homônimo” e não por acidente, ou seja, bem proposital. Eu a-do-ro mesmo é café fresquinho feito na hora, só que pingado com leite gelado para `dar o grau´. Taí... É onde euzinha não sou nem quente nem fria. E não que seja morna, alto lá! É que em relação a café com leite, rola essa coisa do moderado que nada tem a ver comigo e minhas pulsões. Sim, porque não sou exatamente uma moderada. Sou mais para impulsiva devido ao meu temperamento `sanguíneo´, caloroso, animado, alto astral (Eufemismos para temperamental, abafa!).
Mas nada como o tempo... Ah, o tempo! Pois, com o tempo - e as porradas da existência - vamos deixando um pouco de lado os sentimentos mais acalorados e permitindo que os pensamentos mais reflexivos formem decisões sem, contudo, abandonar a essência. Isto é, sem permitir que o meu temperamento `civilizado´ se sobreponha à minha espontaneidade.
Enfim, já que estamos falando de mim, a parte boa (eu acho) do meu tipo de temperamento é que amo demais tudo que amo e, embora deteste com a mesma intensidade, não sou de guardar ressentimentos. Tenho uma enorme facilidade para esquecer as coisas mais desagradáveis. É como se Deus tivesse me privilegiado com uma lobotomia natural e, então, grande parte de situações que porventura tenham me irritado ao longo da vida, tenham caído no esquecimento. Daí ficar sempre intrigada quando alguém me confidencia que há 30 anos, por exemplo, tem raiva de fulano por uma bobagem qualquer. Sim, porque talvez, à época, até tenha sido relevante, mas que certamente perdeu a força e a importância com o passar do tempo.
Hoje, depois de quase um ano e fazendo uma análise das alterações feitas, fico feliz e em paz ao perceber que não há `oba oba´ em cima deste blog, não tendo assim taaaantos seguidores, visitantes e comentaristas; há sim, uma boa pitada do bom senso que neutraliza estrelismos; caminhando lado a lado, conhecendo-nos melhor e nos fortalecendo; formando uma família sem limites de crescimento; uma família sem ares de panelinha fechada. É certo que aqui são apenas seis os “pensadores” que formam o elenco das postagens. Mas incontáveis e de várias praias os que por aqui surfam. Porque não há muros, fronteiras, demarcações.
Ao sabor de um café com leite, `é só chegar´, como se diz popularmente.
E, como diria meu avô, `puxar um dedinho de prosa´. Sem grandes pretensões...
Disse Jesus:
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.
(João 13.35)
